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| Leroy Tissot D'Peyrefitte |
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ESTUDANTE DE MEDICINA | MARINA

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Another cigarette
and I'm so bored your words aren't making sense I was taken but you were waiting one more drink and I'm convinced not one more sound let your hair down take the low road no one will know whoa, I feel just like we're taking control of the night whoa, I feel just like we're losing control but if you let go then I'll let go tonight another minute lived if you take me I'll take what you will give I was late and she kept waiting but I hope she knows where I've been
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Paris conseguia iluminar até a alma mais escura naquela quinta-feira. Não era o sol que radiava, pois este já se escondera a algum tempo atrás das construções, dando lugar a uma lua dourada no céu, salpicando estrelas ao seu redor. Não era raro me virar para se deparar com amantes contemplando as belezas da cidade do amor. Pena que a época não mostrasse o seu melhor ao iluminar cada beco com glamour ou luz artificial, mas eu não tinha tempo para bobagens. Bem, na verdade tinha todo o tempo do mundo para estas, mas preferia me enganar, fingindo que o segredo das noites claras era para os apaixonados incuráveis. Coisa que eu nunca seria.
Beiravam onze da noite quando tomei meu caminho para leste murmurando algumas coisas que ninguém estava disposto a ouvir. O fato é que em dias que meu pai trabalhava até mais tarde, como filho eu era induzido a passar pelo menos duas horas no hospital, ajudando-o como pode. Marcus via esta tarefa como “aprendizado para o nosso futuro medico”, mesmo que eu só visse como humilhação. A vida inteira meu pai me proibiu de chegar perto de afazeres femininos, para, de repente, me ver trabalhando como uma, porque ele impôs. Entretanto não ousei proferir qualquer anedota. Haviam muitos utensílios afiados por perto, pelo menos mais que testemunhas.
Rumava para casa, enquanto tentava abraçar minha cidade o tanto quanto possível, todavia esta teimava em me rejeitar de modo cruel, colocando pedras onde arrasto meus pés, ou buracos onde caminho com as pernas. Sei seu cheiro e suas cores, mas mesmo dedicando minha vida inteira a esta cidade, ainda não a conhecia por completo, e Paris teimava em zombar de mim com essa informação, fazendo eu me perder a quantidade de vezes que ela gostaria. Cresci na França, mas foi a minha França, que se resumia a quatro paredes e o caminho para a escola. Talvez eu estivesse a ponto de desvendar a razão pela qual meu pai me obriga a ir ao hospital uma vez ou outra. Pena que isso nunca iria funcionar. Paris me detesta.
Talvez isso não soe como uma novidade, mas: estou perdido. Não abrangendo todo o sentido da palavra, pois é claro que estou na... han... 8ème? Não, o Arco do Triunfo não esta aqui por perto. Acho que perguntar é a resposta certa, mas a rua não me apresenta ninguém confiável para uma pergunta séria, a maior parte das pessoas que estão ao meu redor se encontra bêbadas de amor, ou somente bêbadas. Deve haver um bar por aqui. Vou encontrá-lo em um... dois... e VOILÀ. O atendente provavelmente me dará uma informação precisa do local, por isso não se passa muito tempo até o vermelho das paredes interiores captarem a minha atenção.
O Bar (que agora sei que atende por “Bar Ourcq”) me lembrava em vários aspectos Paris. Achei bonito, e me captou a curiosidade por além da iluminação, mas parecia não gostar de mim, assim como a cidade. Os olhares sóbrios – ou quase sóbrios – eram voltados para mim, ninguém gosta que um novato tome seu território. E eu parecia um bebê, não cheirava nem a uma gota de álcool, e tava na cara que esta não passava pela minha corrente sangüínea há alguns anos. Eu me sentia um intruso no bar, e ainda odiava bebida, torna as pessoas estúpidas e vergonhosas. Falam do quão libertador é esquecer, mas não vejo o propósito se pela manhã você terá uma soma de culpa, aquela lembrança que você queria esquecer e uma enxaqueca daquelas.
“Vocês vendem cigarro?” As palavras saem de minha boca de modo quase inaudível assim que chego ao caixa, onde me direcionei assim que o vi, remexendo o bolso da frente em busca de alguns trocados que meu pai me deixou para o ônibus, este que eu nunca usava para tal propósito, preferia manter meu vicio em nicotina aceso, já que minha família vai contra desperdiçar dinheiro com algo tão fútil, ainda mais quando foi Nancy que implantou isso em minha vida. Tento esconder todos os maços, e escovar os dentes pelo menos trinta vezes, mas sei que o cheiro se aloja na minha roupa, e quem as lava é a minha mãe.
Efetuei a compra, mas sem deixar de notar o olhar desconfiado do vendedor para cima de minha idade, e finalmente pergunto o que eu queria desde o inicio. Ele me situou dizendo-me que estávamos na 10ème, não muito longe do hospital, e o atendente ousou rir quando o informei que estava a quase quarenta minutos andando desnorteado de lá. A única explicação provável que ele encontrou é que eu tenha rodado umas quinze vezes a quadra do hospital até chegar ao bar, e ainda estava no lado contrario ao da minha casa. Cinqüenta vezes pior é a noticia de que eu já tinha gasto todo o dinheiro do ônibus e o cara não quis devolve-lo.
todas as 818 palavras foram escritas especialmente para alex SARKOZI, mas também citei nancy D'Peyrefitte e NPCs neste post. Roy veste isto, e só para deixar bem claro pensei que ia ficar menor Q.
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Vou começar do começo que é sempre bom né, então a alguns dias atrás logo após o ano novo, recebi uma carta de minha mère,as notícias não eram nada agradáveis, meu papa havia tido um infarte, e estava no hospital, o que não é uma notícia boa, pois nossa situação financeira não era das melhores, e em nosso país para os menos favorecidos hospital não esta incluído. Meu primeiro ímpeto era voltar pra casa, mas ao final da carta mère dizia para não ir, pois papa não queria me ver, talvez na próxima carta ele já estaria mais aberto a visita de sua filha desnaturada.Nos dias que se seguiram aquilo ficou me atormentando, e em uma quinta feira, que finalmente o céu ficara limpo após as tempestades de neve por causa deste inverno forte, eu decidi andar de bicicleta pela cidade.
A noite estava linda, e a muitas poesias sobre a noite de Paris,e como bela e apaixonante ela é. As ruas da cidade esvaziava meu andava calmamente tentando esquecer a carta que estava em minha bolça e latejando em minha mente. A cada momento que pensava nela meu coração gritava para eu voltar a Toulose e ver meu pai, mesmo ele me odiando. Mas ai lembrava de mère pedindo para não ir ao encontro deles. A duvida latejava em minha cabeça.
Vi um bar,que já conhecia por sinal, já havia me sentado ali algumas vezes, não sou uma bebada mas a questão não é essa, eu só queria me livrar daquele problema que pesava em minhas costas. Entrei no lugar que não tinha nenhuma mulher, Paris podia ser um lugar lindo e cultural,mas normalmente até lá,mulher sozinha a noite em um bar era sinônimo de perdia, melhor nome que encontrei. Sorri para o homem do bar que olhava para mim, não era provocação, mas queria só cumprimentá-lo. Sentei-me em uma mesa no canto, sozinha. Pedi um on the rocks, leve pra começar. E fiquei olhando pro nada por um bom tempo, e assim fui bebendo digamos que já estava quase no fim de uma garrafa, mas aquilo já estava o bastante pra mim, ou não, então um bêbado mexer comigo e minha atenção fora voltada para a porta se abrindo, e um jovem adentra o local, todos olharam pra ele, que assim como eu parecia ser deslocado, e com certeza não pertencer aquele lugar.
Mas novamente o mesmo homem bêbado da primeira vez,agora em grupo me encarava. Virei o rosto para ver se paravam. "La fille ne veut pas boire dans ma maison?" Um deles disse, olhando pra mim."Non merci" Uma simples resposta, estava fugindo de um problema não queria entrar em outro. Olhei pra cima e para a luz do bar respirando fundo implorando pra aqueles caras me deixarem em paz, segurei o copo em uma mão e tudo apagou.
Usando:Isto. TAG , npcs e Leroy Tissot D'Peyrefitte. NOTES , Só um pouco de francês kk.
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“ Você não pode ficar aqui a noite toda.” É o que recebo após procurar uma derrota confortável recostando minha testa no balcão, visto que não havia espaço para uma posição fetal, para o meu deleite prefiro fazê-lo em frente ao atendente, que terminando a frase bate em minha têmpora com as costas da mão fazendo-me soltar uma praga silenciosa, o gesto dele me incomodou o suficiente para me fazer levantar a cabeça (não antes de agradecer pelas informações) e deixar o andamento do caixa fluir. Bem feito, agora teria que trabalhar de verdade.
Corri meus olhos pelo estabelecimento, enquanto parado no meio deste, procurando algum outro lugar confortável, já que um meio de ir embora de modo que eu não me perdesse ainda não havia chegado a mim, talvez poucos minutos pensando me desencadearia uma forma de continuar com a vida. Mas tudo o que consegui foi me enjoar daquelas paredes vermelhas, este foi um organizador de mau gosto, convenha-me dizer. Remexi o bolso da frente à procura de uma distração e encontrando-a, para em seguida abrir o lacre do meu Malboro, o que foi minha ruína, esperava ser minha salvação. Fumar me ajudaria.
Retiro um dos cigarros e recoloco o maço onde antes estava, com o tabaco preso entre os lábios tateio pelo isqueiro em todos os bolsos, para constatar que deixei este em casa, porque era “perigoso” levar essas coisas para um hospital. Extraio o objeto dos lábios e o mantenho entre o indicador e o do meio, me situando por alguém que tenha um perfil de fumante, quando na verdade, todos tinham. Aproximo-me de um homem pouco mais que dez anos mais velhos que sustentava um cigarro entre os lábios. Este entende o que quero antes mesmo de proferir palavras, mesmo que me olhando tortamente, e tira o tabaco apagado de meus dedos, acendendo com o dele.
“Merci.” Articulo quando o cara de meia idade me devolve o cigarro aceso, mas ele não prestou atenção em minhas palavras, pois um baque surdo distraiu todas as pessoas do estabelecimento, mas não a mim. Por favor, eu já tinha uma distração maravilhosa entre os lábios, e meu pulmão se deliciava com o primeiro cigarro do maço em minha tragada primordial, nenhuma briga de bar me distrairia daquele deleite. Mas os murmúrios estavam meio estranhos para ser uma briga, não que a experiência sobre o assunto fluísse em mim, eu tinha estas voltas para outra coisa: medicina.
A cena captada quando me virei foi a de uma moça, com idade próxima a minha, estirada ao chão com um copo – ou que seja – quebrado ao seu lado, o que provavelmente cortou em algum lugar de sua pele, ou era apenas o liquido refletindo a cor da parede. Não me preocupo tanto, é uma cena corriqueira em bares e provavelmente os barmans saberiam o que fazer, mas o caso era que esta jovem era a única mulher no bar e, bem, estava inconsciente com um vestidinho. Nesses tempos de rebelião, a polícia esta bem dispersas nas ruas, e os olhares bêbados estão a vigiando, assim como quase a tocando, como é o caso do homem já próximo a ela. Eu não era ingênuo o suficiente para deixar de saber onde isso daria.
“Afastem-se! Eu sou médico.” As palavras saíram de minha boca por cima dos murmúrios, acompanhadas da fumaça de minha última tragada antes do cigarro ser jogado em um copo que não pertencia a ninguém, um desperdício. Claro que eu não sou um médico pronunciado, mas todos estavam bêbados de mais para contestarem minha idade enquanto caminhava apressadamente para o outro lado do bar, onde a moça se encontrava. Ajoelho-me ao seu lado tomando o máximo de cuidado com os cacos de vidro espalhados, mas mesmo assim sinto alguns deles se alojarem na minha calça. “Algum de vocês é parente ou veio com ela?”
As respostas foram obviamente negativas, sem contar com um ou dois que tentaram levá-la para casa com um papo mal sucedido, é claro, me conveio que eu já houvesse reparado nos dois, estes estavam sozinhos desde o inicio. Voltei à atenção para a vitima e primeiramente a apalpei de modo mais gentil possível no braço e nas costelas, vendo se tinha quebrado ou deslocado algo na queda, mesmo que não tivessem ensinado aos alunos do primeiro ano, então o fiz com a experiência que adquiri de meu pai – pelo menos as noites de plantão valeram apena –, apenas para mostrar que tinha alguma noção médica para os espectadores que se formavam em volta. Mas a distancia foi pequena de mais para lhe causar danos, como eu já suspeitava. Minha preocupação era com os cacos de vidro.
“Aide, s’il vous plaît?” Pedi para os telespectadores da melhor forma possível. Fiz menção para segurá-la pelos braços, mas um dos homens o fez primeiro, e o outro o pegou pelos pés. Segurei sua bolsa jogada em um canto, e o chapéu que teimava em deslizar de seu couro cabeludo, guiando os homens mais ou menos sóbrios para o banheiro feminino, já que este estava vazio e era o máximo de privacidade que eu esperava conseguir. Mantive a porta aberta e tentei evitar que um dos homens batesse a perna da moça na parede, mas foi sem sucesso. Eles a puseram deitada por cima do lavatório mais delicadamente que a trouxeram, e eu os dispensei com um ‘merci’ ao colocar os pertences da moça no chão.
Os homens deixaram o recinto enquanto eu me pus a vasculhar a bolsa da mulher. Sei que isso não é respeitoso, todavia eu precisava saber seu nome e quem era, pois facilitaria o meu trabalho, o que não ajudava em nada a minha procura era a luz artificial, a visão noturna que Deus me deu não era uma das melhores, mas não me impediu de encontrar um de seus documentos depois de um tempo e dar nome a garota, que agora se chamava “Alexandrine Sar- Sarzoki.”, não “Sarkozi”. Me virei para a morena estirada a minha frente e pronunciei seu sobrenome duas vezes enquanto respingava água da pia em seu rosto. Eu já tinha descartado a idéia de um coma alcoólico, ela só deviria estar desacostumada a tanta bebida, mas havia um sangramento que empapava o seu cabelo, sem saber se havia algum dano neurológico.
todas as 1.050 palavras foram escritas especialmente para alex SARKOZI, mas também citei NPCs neste post. Roy veste isto, e só para deixar bem claro nem odiei esse.
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Assim posso dizer que nunca desmaie, só uma vez em que cai do cavalo na fazenda e bati a cabeça no chão e deu um apagão bem rápido, mas não foi nada de mais segundo um médico amigo de papa, e eu nem tinha ido no hospital, isso era muito mais cara que hoje então era sempre bom ter contatos médicos, que ai qualquer coisa ele ia na sua casa e te ajudava, e se fosse parente então melhor ainda.
E enquanto estava em Paris eu evitava ao máximo não me adoecer e se isso acontecesse, ir ao médico era a ultima opção a primeira ligar pra alguém e perguntar o que tomar, se fosse caro o remédio, esperava passar pois gastar dinheiro na minha situação é quase um suicídio, e era melhor continuar doente do que perder dinheiro com remédios certo. Então sou adepta ao ditado melhor prevenir do que remediar, creio que todos os pobres desse país também são.
Eu sempre entendi a profissão de médico e um dos meus estudos na faculdade foi sobre sua evolução dentre as sociedades, e como a medicina evoluí com os anos, mas eu sou bem fria quanto as coisas que os médicos tem que lidar, só não gosto de ver fraturas mas não tenho muito problema com sangue. Mas uma vez vi meu avô bem doente logo antes de morrer de tuberculose, eu não conseguiria trabalhar com este tipo de coisa todo dia. E isso me lembra da situação precária de meu pai que estava em um hospital e que não tinha condições de pagar o próprio tratamento.
Senti água em meu rosto e escutei alguém falando meu nome, mas ainda demorei um pouco pra conseguir abrir o olho.Vi um rosto desconhecido em minha frente e me assustei batendo com a cabeça em seguida na beirada da pia. "Maudite merde!" Automaticamente levei a mão a cabeça, senti algo estranho e olhei pra minha mão, fiz uma cara de nojo ia xingar de novo mas percebi que estava na presença de um homem, e sou uma dama não posso fazer isso. E isto me lembra que não conheço ele. "Quem é você?" Me apoiei sobre os cotovelos , colocando uma das mãos novamente onde estava sangrando. Tentei começar a lembrar o que tinha acontecido, mas nada me vinha na cabeça. "Por que eu to no banheiro do bar?" Eu sabia que ainda estávamos no bar pois as cores da parede do banheiro eram as mesmas do lado de fora, e também em uma toalha pendurada perto de mim estava bordado o nome do lugar.Comecei a me sentar sobre o mármore cinza que cobria o armário onde fica as pias e deparei com um corte na mão direita e outros pequenos cortes pelo braço.Eu estava ficando envergonhada naquele momento peguei a tolha que tinha visto anteriormente e molhei na pia que estava perto e passando nos cortes que estavam no meu braço.
Usando:Isto. TAG , npcs e Leroy Tissot D'Peyrefitte. NOTES , ficou pequeno esse T-T E olha ela xingando que feia kk.
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Mordiscava meu lábio constantemente tomado pela ansiedade, e se a morena não levantasse? Eu não dispunha braços suficientes para carregá-la até o hospital. Bom, braços no bar eram o que não faltava, mas estes sóbrios eram uma raridade que eu não contava em conseguir, e mesmo que essa dádiva viesse ao meu favor, o hospital se encontrava borbulhando nessa época de reviravoltas e revoluções, eu mesmo havia visto esta situação a menos de uma hora, e o caso de Sarkozi seria cruelmente posto de lado para atender vitimas de classes mais altas. É, a bolsa de uma pessoa revela bastante sobre esta.
Soltei o ar que não me lembrava de estar prendendo, assim que constatei que seus olhos eram verdes, finalmente ela os abriu. Mas meu alivio não durou muito tempo, já que não previ sua reação ao se deparar em um banheiro publico com um homem estranho, mesmo que um estranho limpinho e com cara de garoto para comercial. Assustada, ela apenas remete mais ferimentos ao seu corpo, enquanto faço menção a ampará-la, entretanto não sei como fazê-lo sem sugerir que tenho outras intenções com a jovem. Obviamente, toque nunca foi o meu ponto forte.
“Meu – meu nome é Ler – eu – ahn, por favor fique – não.” As palavras se atropelaram na minha boca instintivamente, pois a moça cujo apresentava sangramentos e machucados nada bonitos parecia uma mula teimosa por estar levantando da pia. Todo mundo sabe que se deve permanecer deitado até a conclusão da gravidade do ferimento, ou ao menos estancar o sangue. E agora a idiota estava fazendo isso nela mesma! Maneei a cabeça em desaprovação, não vendo outro caminho a recorrer a não ser tocá-la de um modo brusco, já que esta parecia ignorar todas as leis da medicina. “Por favor, fique deitada se não quiser desmaiar outra vez, Sarkozi.”
Pego-a pelos braços e a obrigo a deitar onde a mesma pôs a sentar a segundos atrás, retirando a toalha de sua mão logo em seguida para evitar outra tentativa de se cuidar sozinha com todos aquelas enfermidades no corpo. Suspiro enquanto passo um pouco de sabão na toalha já umedecida para evitar infecção, tudo bem que era um sabonete comum, mas é sempre melhor prevenir, e usar o que se tem para isso. Seguro seu braço delicadamente e deslizo a superfície fofa por toda a extensão do braço, cuidando para ver se nenhum outro caco entraria em seu braço.
“Isso não arde tanto, han?” Profiro ao pegar seu outro braço e repetir o mesmo processo. Na realidade estou acostumado a cuidar de crianças, visto que tenho facilidades com estas, por isso eu sôo tão bobo ao tratar dos ferimentos de alguém, e sempre espero uma lagrima e um sorriso em troca, por isso esperei alguns segundos para absorver a reação de Alexandrine, pois todas sempre são diferentes. “Visto que você conseguiu levantar mais cedo sem nenhum tipo de tontura aparente, não deve ter perdido muito sangue. O que acha de lavarmos o seu cabelo para eu conseguir achar o seu ferimento?” Tudo bem, minha voz infantil me fazia soar como um tarado entusiasmado, mas parar não era uma opção, eu precisava disso para ter um bom desempenho.
Lavei a toalha um pouco ensangüentada por cima de seus pés, para que pudéssemos reutilizá-la depois. Tateei os meus bolsos para me lembrar que tinha gasto todo o meu dinheiro, e me abaixei para a bolsa da morena aos meus cuidados, eu não sabia como perguntar por dinheiro então apenas parti para a ignorância. “Então, eu preciso esterilizar essa toalha antes colocar no seu ferimento maior, nos menores o sabão dava conta, mas na cabeça eu não arriscaria.” A mais pura verdade. “Eu vou pegar cinco euros da sua bolsa se me der licença.” Verdade também que eu estava roubando para a condução, eu não sou desse tipo, mas realmente estava precisando.
Pela ultima palavra eu já havia deixado o banheiro e corrido para o balcão a procura da bebida com mais álcool e mais barata. O atendente já conhecido me ofereceu por um preço mais baixo, e ainda sorriu de modo sugestivo, provavelmente metade do bar achava que eu estava embebedando ainda mais a única moça do bar. Estou cada dia mais perdendo a fé na humanidade. De qualquer forma, voltei o mais rápido possível para o banheiro feminino antes de Alexandrine decidisse outra loucura sem mim para impedi-la. “Então, eu consegui o álcool. Vamos lavar o cabelo?”
todas as 741 palavras foram escritas especialmente para alex SARKOZI, mas também citei NPCs neste post. Roy veste isto, e só para deixar bem claro sem revisão, preg.
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Além de envergonhada, que isto já devia estar a mostra em meu rosto vermelho ou quase roxo, e também estava começando a ficar com medo dele.Se ele estava tentando me ajudar não estava dando certo, e simplesmente ele não respondeu nenhuma das minhas perguntas e isto também não me deixava feliz, ele só me fez deitar de novo, eu odeio pessoas me ajudando, parece que sou uma menininha indefesa.Mas eu fiz o que ele "mandava" fazer, eu não tinha outra opção se ele fosse algum tarado só tinha uma porta pra sair e ele conseguiria me bloquear logo, então era melhor eu me manter quieta.
Enquanto ele fazia alguma coisa que nem fiquei reparando o que, me esforcei pra lembrar o que tinha acontecido, ele falou que eu desmaiei, não é? Então isso já ajuda, e os machucados? Pareciam cortes de vidro, talvez do meu copo, estava começando a juntar as peças, quando ele passou uma coisa gelada no meu braço, meu instinto era falar ai, por causa dos cortes, mas quando ele falou só levantei a sobrancelha e até fiquei com vontade de rir. Onde eu fui me meter?
Lavar meu cabelo? Isso é serio ele só pode ta brincando, não era nada de mais pra que fazer tudo isso, posso muito bem ir pra casa e lavar meu cabelo sozinha, ele realmente estava me assustando com este papo. Eu acho que tenho spray de pimenta na minha bolça.Cinco euros? Agora eu não entendi nada, o cara que me matar, me estuprar ou me roubar decide ai né?Nenhuma bebida custa cinco euros aqui, com cinco euros da pra andar de trem umas cinco vezes.Optei pela minha estratégia de ficar calada, sou pobre e não quero morrer.
Me levantei novamente, e pulei de cima do armário, peguei minha bolça e tirei o spray de pimenta dela colocando em um bolso na lateral do vestido,muito útil e escondido. Deixei a bolça onde estava e voltei a deitar novamente onde ele tinha me mandado ficar.Logo ele apareceu na porta de novo. -Me da essa bebida aqui. E qual é o seu nome mesmo? Peguei o que ele havia trago, parecia algum tipo de rum barato ou um whisky bem ralo, aquilo custei nem dois euros, definitivamente ele é um ladrão. Abri a tampa da garrafa e dei um gole, devolvi pro homem ela tampada novamente.-É bom meu cabelo não ficar fedido, tenho aula amanhã cedo!Ai que bosta essas coisas só acontecem com a nerd e roceira da universidade, já passei por tanta coisa nessa cidade, mas isso ta quase chegando no primeiro lugar de coisa mais estranha que já me aconteceu.
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■ MANIFESTO NA LA CINÉMATHÈQUE FRANÇAISE
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"a imagem que permanece para mim de 68 é "nós somos todos judeus alemães". é um slogan, e foi o grito de milhares de pessoas nas manifestações, que gritavam "todos nós somos judeus alemães", sejam negros, judeus, árabes, brancos. para mim, isso simboliza esse espírito de solidariedade multirracial da época. eu tenho um sentimento de reconhecimento. estou muito kitsch (...) isso me faz chorar... estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está sozinho. é um senso de comunidade."
daniel cohn-bendit
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