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 PLOT
LIBERTÉ
Posted: Jan 17 2012, 01:07 AM


PETIT DÉSIR


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trama

I: década de 60.

A notoriedade desta década dá-se, não apenas aos movimentos hippies, de rock e claro, alusões à drogas, sexo e a Guerra do Vietnã. A década de 60 tem como carga de extrema responsabilidade o renome de ser a década revolucionária mais importante do século XX; pois é nela que o mundo realmente passa a mudar. Acima de Guerras, um crime contra a humanidade, é nessa época que jovens lutam com a sua vida e sua alma para terem voz. Mostrarem que não são como seus pais, tampouco, estão dispostos a repetir um passado vergonhoso de preconceito – seja contra mulheres, judeus, negros ou gays. É na década de 60 que o mundo sofre um grande tombo que traria mudanças inalteráveis até os dias atuais.

ii: frança.

Mas não estamos falando de hoje. Estamos falando daquela época; onde pela primeira vez estudantes teria força o suficiente para encarar o mundo.

A França, na década de 60, encontrava-se sob o poder do General Charles de Gaulle, que fez com que a sociedade se tornasse incrivelmente fechada e conservadora; vivendo ainda em um reflexo das perdas sofridas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Nas escolas francesas, as crianças eram disciplinadas com rigidez. As mulheres francesas tinham o costume de pedir autorização aos maridos para expressarem uma opinião, e a homossexualidade era diagnosticada pelos médicos como uma doença.

Alunos nas Universidades decidem que está na hora de mudar, deixar para trás esse contexto errático que havia se tornado a vida. Usando as palavras de um dos líderes dos estudantes (Daniel Cohn-Bendit) para melhor expressar o sentimento dessa massa descontente, podemos facilmente citar este: “Isso me faz chorar... Estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho”. A maior parte das revoluções estudantis ocorridas na França trataram-se da luta pela justiça, igualdade e principalmente, liberdade que os guiaria para um caminho de exemplo em mudança que se tornaria mundialmente assistido e, além disso, aplaudido.

Estudantes criariam verdadeiras trincheiras nas ruas a fim de confrontar a polícia. E teriam também as ideias mais ousadas da metade do século XX. Com discursos em ruas e universidades, cartazes pendurados em muros e paredes; os estudantes franceses estariam formando suas ideais e também, deixariam as salas de aula, suas casas, para ensinarem aos pais, aos avós, professores, às autoridades uma aula sobre “novos tempos, liberdade e rebeldia”.

iii: os pensamentos.

Surgem nessa época as grandes frases que seriam os escudos desses jovens revolucionários:

Sobre a Liberdade: “Sejam realistas, exijam o impossível!”;

Sobre o Poder: “O poder tinha as universidades, os estudantes tomaram-nas. O poder tinha as fábricas, os trabalhadores tomaram-nas. O poder tinha os meios de comunicação, os jornalistas tomaram-na. O poder tem o poder, tomem-no!”;

Sobre a Política: "Nós somos todos judeus alemães";

Sobre a Revolução: “Quanto mais amor faço, mais vontade eu tenho de fazer a revolução. Quanto mais revolução eu faço, maior vontade eu tenho de fazer amor”;

Sobre a Universidade: “Professores, sois tão velhos quanto a vossa cultura, o vosso modernismo nada mais é que a modernização da polícia, a cultura está em migalhas”;

Sobre a Solidariedade: “A sociedade nova deve ser fundada sobre a ausência de qualquer egoísmo e qualquer egolatria. O nosso caminho será uma longa marcha de fraternidade”.

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MANIFESTO NA LA CINÉMATHÈQUE FRANÇAISE



"a imagem que permanece para mim de 68 é "nós somos todos judeus alemães". é um slogan, e foi o grito de milhares de pessoas nas manifestações, que gritavam "todos nós somos judeus alemães", sejam negros, judeus, árabes, brancos. para mim, isso simboliza esse espírito de solidariedade multirracial da época. eu tenho um sentimento de reconhecimento. estou muito kitsch (...) isso me faz chorar... estar em uma sociedade onde você tem a impressão de estar sozinho e, de repente, não está sozinho. é um senso de comunidade." daniel cohn-bendit


darren criss @ atf