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 Afrodite, a deusa do amor, Soraya Widad
Maeveen de Órion
Posted: Jul 24 2012, 09:05 PM


O Mais Veloz entre os Cavaleiros de Prata
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Group: Cavaleiro de Órion
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Joined: 30-September 11




INFORMAÇÕES BÁSICAS



Nome: Soraya Widad
Idade real: 16 anos
Idade aparente: 20 anos
Data de nascimento: 15 de Agosto de 1532
Signo: Leão
Local de nascimento: Istambul (antiga Bizâncio/Constantinopla), na atual Turquia
Local de treinamento: Corinto, Grécia
Raça: Humana (portadora de uma deusa)
Idiomas falados: Árabe (fluente), Grego (fluente), Alemão/Germânico (básico), Holandês/Flamengo (básico)



Aparência:

Soraya possui 1,67 metros e pesa 63kg. Sua pele é morena e bem cuidada, seus cabelos são longos, negros e brilhantes, chegam até os pés de Soraya, pois nunca cortou-se mais do que as pontas. Seus olhos são castanhos e estão sempre acompanhados de Kohl - uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas -, que serve para realçar os olhos, como uma espécie de sombra. Seu corpo possui curvas bem definidas, o que, junto com a maquiagem, faz com que pareça mais velha. Sua voz, devido aos constantes cuidados, é calma e aveludada. A vaidade da deusa da beleza que existe dentro dela, e sua criação em meio ao luxo árabe, fez com que seu gosto por tudo que reluz fosse evidente: está sempre com jóias e itens brilhantes. Sua roupa para sair é a túnica com véu e sapatos. Para ficar em casa, prefere roupas mais luxuosas e que lhe permitam movimento. A roupa para treinar dança é a mesma usada para treinamento físico. A roupa de dança em si é a típica usada em dança do ventre. As imagens das roupas estão postadas abaixo.

Roupa para ficar em casa
Roupa comum para sair
Roupa de treinamento
Roupa simples de dança



Personalidade:

Soraya é uma garota cheia de vida, gentil, carinhosa... mas de gênio difícil. Sua personalidade é forte, ela sabe exatamente o que quer e quando quer, além da exigência por perfeição. Essa exigência é algo que tem até consigo mesma, forçando-se a executar todas as tarefas, mesmo que erre no início. Como a própria Afrodite, é extremamente vaidosa, e não gosta de ter sua beleza comparada a de outras moças, mas nunca faria mal a elas por conta disso. Sempre mantém um sorriso bondoso em sua face, raramente apelando para sarcasmo ou palavras agressivas para resolver um problema. Adora adornos e luxos. Tudo que é uma forma de ostentação lhe agrada. Apesar de suas raízes nobres, a vida de “futura esposa” lhe ensinou humildade e a servir, formando seu caráter. Essa mesma humildade a ensinou que nunca vai aprender algo sozinha, então, quando quer fazer algo que nunca fez, pergunta e treina até a perfeição. Todo seu treinamento com Samira e Ulisses serviu para que fosse disciplinada como um soldado, mas refinada como a própria deusa que carrega. Em casa, mostra todo seu lado espontâneo e carinhoso. Preocupa-se com o bem estar de seus afetos, zela por seus entes queridos e nunca falta com respeito os mais velhos, uma vez que reconhece sua sabedoria.
Em sociedade, Soraya brilha como uma estrela. Adora chamar a atenção, apesar dos costumes islâmicos exigirem exatamente o contrário, o que já lhe rendeu alguns castigos físicos. A melhor forma de ver esse brilho é quando a garota está dançando, pois é uma das coisas que faz com total perfeição, e sua atividade preferida.
Apesar de tão pouca idade, e pouca experiência de vida, não se importa com campos de batalha. Caso seja necessário, avança em direção a seus adversários sem piedade. Este é o único momento em que a deusa mostra seu lado impiedoso, podendo lançar sua ira àqueles que ousarem machucar um de seus aliados.




COSMO



Manifestação:

O cosmo de Soraya, inicialmente, forma uma aura prateada, quase invisível, que contorna sua silhueta. Conforme é elevado, a cor muda para dourado, seu brilho é intensificado e sua área aumenta, tomando uma forma mais arredondada. Ao mesmo tempo, pontos luminosos e coloridos, como pequenas estrelas, começam a surgir, transformando a aura ao redor em uma espécie de quadro cheio de “vida”. Em seu ápice, os pontos começam a rodeá-la, com se tivessem vida própria e estivessem brincando. Alguns chegam a “interagir” com pessoas que estejam próximas. No despertar da deusa, o cosmo em seu ápice é a trajetória desses pontos em torno do ambiente. Além dos pontos, não há imagem formada. Não há diferença para aliados e inimigos.


Sensação:

Tanto aliados quanto inimigos tem a mesma sensação, que depende somente de suas intenções e sentimentos. Quando o cosmo de Soraya está em seu normal, a pessoa que o vê sente-se paralisado de encanto. Aqueles com menor força de vontade chegam a ficar horas no mesmo lugar, apenas admirando a moça. Conforme é elevado, começa a agir no subconsciente das pessoas, como se a deusa do amor estivesse trazendo à tona a imagem da pessoa mais querida para elas. Em seu ápice, aqueles que são apenas solitários sentem o conforto de um abraço sincero; os apaixonados e os que amam de verdade sentem vontade de gritar isso aos sete ventos; aqueles que estão tristes, decepcionados, angustiados ou perdidos começam a perceber um mundo mais bonito, como se alguém estivesse dando-lhes a mão e mostrando-lhes o lado bom das coisas; os impuros são tomados por culpa. Outros deuses sofrem apenas o efeito de encanto. Deuses com rank maior sentem apenas um calor dentro de si.


Motivação:

Soraya encontra sua motivação em si mesma e em outras pessoas. Quando com um aliado, se este faz com que sua autoestima aumente, ela se sente mais motivada. Quanto mais recebe elogios pelo que faz, mais seu cosmo se eleva também. Caso seja criticada por algum erro que cometeu, fica desmotivada instantaneamente, e só consegue voltar a se sentir bem quando consegue reverter a crítica, mas somente se for construtiva, e faz isso independente de a pessoa estar próxima ou não, apenas para se redimir com sua consciência. Ofensas e tons desafiadores só fazem com que perca a calma, pois Soraya segue o lema “inveja mata”, e não são considerados desmotivadores. Quando sozinha, a garota só consegue motivação ao começar bem uma tarefa. Caso falhe logo de cara, seu cosmo brilha com menos intensidade, e só torna a ficar mais intenso quando ela acerta.


Domínio:

Rank de Poder Geral: G- (Deus menor em estado de dormência)

Domínio dos Cinco Sentidos: Pleno
Domínio do Sexto Sentido: Pleno (Intuição, Empatia, Telepatia, Sintonia, Sinestesia)
Domínio do Sétimo Sentido: Pleno
Domínio do Oitavo Sentido: Pleno
Domínio do Nono Sentido: Leve



TRAJE




Mudanças:

Sem alterações.

Rank do Traje: -

Características do Traje:
[spoiler=Características das Kamuis] Resistência Divina - As kamuis só podem ser avariadas por outros deuses, ou seja, por aqueles que sejam, no mínimo, de Rank G-. Mortais que não alcancem o Nono Sentido não conseguirão danificar uma kamui, por mais que tentem. As regras de avaria e proteção só se aplicam contra outros deuses ou mortais que alcançarem o Rank G-, pelo menos.

Habilidade Divina Específica - As kamuis de Nike, Athena, Hades, Thanatos e Hypnos, por exemplo, não se parecem muito em termos de aspecto divino. Cada uma delas possui uma habilidade única, que não será descrita aqui. Por ser muito particular, orientamos que jogadores que pedirem teste para Nike, Thanatos e Hypnos, por exemplo, negociem com a Staff a procedência desta habilidade e possuem a liberdade para criá-la.

Regeneração Condicionada - As kamuis podem se regenerar com maior eficácia enquanto estiverem nos domínios respectivos aos deuses que as vestem. A taxa de regeneração do traje é o dobro da taxa normal para um traje desse rank enquanto estiver dentro dos domínios respectivos.[/spoiler]

Cinturão de Hefesto: Diz a lenda que Afrodite recebera de seu marido, Hefesto, um cinto do mais fino ouro. Este cinto fora incorporado à armadura, e sua superfície fora modificada para destacar-se. Quando usado, o efeito que ele causa é diferente para homens e mulheres. Nos homens (rank G- ou inferior), desperta uma paixão quase obsessiva, que só pode ser desfeita pela vontade da deusa, ou por algum movimento agressivo/ameaçador feito por ela. Nas mulheres (rank G- ou inferior), traz um encantamento momentâneo que, misturado à sua beleza, pode despertar inveja nas mais vaidosas. No caso das mulheres, o encantamento não traz nenhum outro tipo de sentimento, elas apenas paralisam por um tempo (a critério da narração). Nenhum desses efeitos impedem a pessoa de questioná-la. Não funciona contra aqueles que já possuem um verdadeiro amor.

Espelho Divino: Um objeto criado e aprimorado por Hefesto, este espelho possui rank G+, uma vez que o deus o fez para servir apenas à sua amada, sem que outros deuses pudessem fazer uso de seu poder. Para auxiliar Afrodite (e suas formas humanas) em seus trabalhos como deusa do amor, esse espelho possui o poder de mostrar a quem está refletido nele a imagem de seu verdadeiro amor. Esta habilidade funciona apenas àqueles que amam de verdade, caso contrário, a única imagem refletida é a da pessoa em si. Apenas aquele que é refletido e a própria deusa conseguem ver a imagem, evitando que usem isso contra a pessoa, e esta se congela por dois turnos, dando tempo suficiente para que Afrodite possa ver a imagem e memorizá-la com maiores detalhes. Devido ao rank do espelho, nenhum outro deus consegue ver a imagem. Hefesto aprimorou esse item para que ninguém, nem ele próprio, visse as imagens refletidas, uma vez que sua esposa possuía amantes, ainda que por causa da negligência dele. Toda vez que Afrodite despertada olha no espelho, a imagem refletida é a do próprio Hefesto. No caso de Soraya, ele reflete apenas a sua imagem.




TÉCNICAS



QUOTE
Para tudo que for descrito nas técnicas:
Oito - termo técnico de dança, usa-se a contagem até oito para se mudar de passo. Para efeito de postagem, equivalerá a um turno.
Apenas o primeiro oito é importante, pois é a "dancinha de invocação".



Nome da Técnica: Benção de Ishtar

Categoria: Suporte

Descrição: Afrodite possui atributos comuns com a deusa mesopotâmica Ishtar. De acordo com lendas, a dança dos sete véus está relacionada a essa deusa. Soraya, então, treinou uma técnica que auxiliaria cavaleiros e amazonas, e que está relacionada tanto a suas raízes quanto a essas lendas. A jovem inicia um número de dança do ventre, e sete véus cósmicos começam a surgir, cada um de uma cor e situado em uma parte de seu corpo. Ela retira um deles e o lança em direção a um aliado. Por fim, o véu lançado se transforma em energia e entra pela pele do escolhido.

Efeito: Gasto cósmico baixo. O efeito dessa técnica varia de acordo com a cor do véu. Eles aparecem no primeiro oito, e, depois, só somem quando ela os desfaz, ou quando um ataque tira totalmente sua concentração. Ela só pode lançar um véu por turno, devido ao movimento de dança executado. Assim que ela lança um, outro da mesma cor surge instantaneamente no mesmo local, a um gasto cósmico muito baixo. Cada um deles representa um chakra, como mostrado na tabela abaixo. A área de alcance chega a 100 metros de raio (se passar disso e não encostar em ninguém, ele se desintegra). Ao entrar no corpo da pessoa escolhida, a energia viaja até o ponto para o qual foi designado, abrindo o chakra da pessoa e conferindo-lhe um aumento de 10% em algum atributo. Tempo do efeito: mínimo de 3 turnos, máximo podendo chegar até o fim da batalha, dependendo da narração. Se a pessoa que recebeu a benção se sentir desmotivada, dependendo da desmotivação, o efeito pode ser cortado pela metade, ou até mesmo sumir. Novamente, a critério da narração. Além de invocar a técnica, a dança em si chega a ser uma distração, mas não faz com que a técnica também seja de estado. Se ela apenas lançar os véus parada, não muda o efeito.
[spoiler=Tabela de cores]Vermelho: alegria, vitalidade e decisão. É relacionado ao chakra básico (localizado na base da espinha dorsal), aparece envolvendo os quadris. Aumenta vitalidade.
Laranja: felicidade, sensualidade e criatividade. É relacionado ao chakra umbilical, aparece envolvendo o ventre. Aumenta resistência dos membros inferiores.
Amarelo: entusiasmo. É relacionado ao chakra do plexo solar, aparece envolvendo o abdomen. Aumenta resistência abdominal.
Rosa e Verde: amor, compaixão, abnegação. São relacionados aos chakras cardíacos. Aparecem entrelaçados nos seios. Aumentam rapidez nos movimentos.
Azul e Turquesa: sensibilidade e vontade. É relacionado ao chakra laríngeo. Aparece enlaçado no pescoço. Aumenta força.
Violeta: percepção e intuição. É relacionado ao chakra frontal. Aparece como uma faixa na testa. Aumenta reflexos, velocidade de reação.
Branco ou Dourado: integridade e pureza de intenções. É relacionado ao chakra coronário. Aparece enlaçado nos cabelos. Aumenta precisão.
[/spoiler]
Depois que o véu toca a pele do alvo, todos os efeitos dependem do mesmo e da narração, de acordo com o que foi descrito acima.



Nome da Técnica: Dança do Véu

Categoria: Defensiva

Descrição: Técnica defensiva, a Dança do Véu é de simples execução para aqueles que já praticaram dança do ventre. Soraya inicia uma dança normalmente e, com movimento de braços, faz surgir uma espécie de véu em suas mãos. O véu é apenas cósmico, e parece ser tecido enquanto ela dança, ao mesmo tempo que um outro, bem maior, aparece em sua frente, e este lhe serve de escudo. Ele pode ter apenas uma cor, ou várias cores, isso vai depender apenas da vontade de Soraya, e de sua concentração. O segundo véu se movimenta como se fosse uma cortina levada por uma leve brisa.

Efeito: O véu que está com ela é apenas um efeito visual, já o segundo é uma massa cósmica translúcida e densa, que protege Soraya apenas contra ataques cósmicos (não tem efeito contra ataques físicos), e os reflete. A base defensiva é alta, e o gasto cósmico mediano. Ele pode chegar a cobrir todo seu corpo. Há um gasto muito baixo para mantê-lo. Conforme é atacado, o escudo pode se desintegrar, pois não é muito espesso. Para inimigos abaixo do rank G-, leva-se em média três turnos para causar algum dano no véu, aqueles de rank G- levam dois turnos, e aqueles de rank superior a G- levam apenas um turno. Soraya pode “consertá-lo” com gasto variando entre muito baixo e mediano, dependendo da fenda deixada. O conserto demora um turno. A reflexão, em ranks menores, faz com que os ataques retornem com o mesmo nível de lançamento. Em rank igual, ou superior (em que parte é absorvida, ou ultrapassa a barreira), o ataque retorna com o nível que Soraya lançaria (exemplo: um ataque de dano alto em Rank G retorna com dano mediano). Todos os efeitos dessa técnica ficam a critério da narração. Assim que o véu se forma, no primeiro oito da dança, ele não pode ser desfeito, nem se ela parar de dançar. A dança em si chega a ser uma distração, mas não faz com que a técnica também seja de estado.


Nome da Técnica: Amuleto

Categoria: Suporte

Descrição: Soraya concentra sua cosmo energia e, com ela, forma uma espécie de amuleto cósmico. A garota coloca sua mão sobre a da pessoa que receberá a peça, então, fazendo um movimento como se fosse um truque de ilusionismo, ela faz aparecer o amuleto. Este tem forma de um patuá, e é de cor rosada. Toda vez que a pessoa o pega, ele se desfaz em sua mão.

Efeito: Em situações comuns, o amuleto, ao sumir, traz uma sensação de felicidade para as pessoas que não possuem cosmo ativado, além de confiança. Em meio a cavaleiros e amazonas, aqueles que o recebem também se sentem mais motivados, mas o real efeito é um aumento de força temporário, conforme a seguinte regra: se a pessoa batalhar motivada, o aumento fica até o fim da batalha; caso a pessoa se desmotive, ele é instantaneamente cortado. Esse aumento pode chegar a 20%, dependendo apenas do narrador. Gasto cósmico baixo, e não há gasto de manutenção, uma vez que o amuleto se desfaz completamente em cinco segundos. Uma pessoa desmotivada ganha motivação instantaneamente. Porém, caso aconteça algo que a desmotive, o efeito acaba (também fica a critério da narração).



HABILIDADES



Nome da Habilidade: Maestria em Dança do Ventre

Descrição: Soraya treina dança do ventre desde os cinco anos de idade. Aos doze anos, já dominava completamente todos os estilos de dança folclóricas, inclusive egípcias e até algumas nem tão comentadas.

Efeito: É uma habilidade para efeito de história apenas. Soraya detém conhecimento absoluto sobre dança do ventre, incluindo sua história, variações e até detalhes sobre as roupas e significados de itens e gestos. O domínio da dança fez inclusive com que seu corpo ficasse mais flexível e levemente mais ágil, seu movimentos, mais graciosos e sua postura digna das mais experientes bailarinas.


Nome da Habilidade: Conhecimentos de confecção

Descrição: Samira ensinou a Soraya, quando esta tinha 7 anos, tudo que sabia sobre confecção de roupas. A garota passou, então, a desenhar e criar diferentes modelos de roupa, tanto para dança quanto para seu cotidiano e ocasiões especiais. O irmão de Ulisses, que era ourives, ensinou a ela sobre jóias e como fazê-las. Por causa de sua maior capacidade de aprendizado, ela adquiriu conhecimento suficiente para montar também diferentes tipos de adereços, inclusive fazer pedras de valor menor parecerem preciosas.

Efeito: Essa habilidade tem efeito apenas na história. Soraya consegue identificar diferentes tipos de tecidos e usar as técnicas certas para confeccionar diferentes tipos de roupa. Também consegue desenhar desenhos de vestimentas bem detalhadas, inclusive usando a imagem em escala do corpo da pessoa que pediu. Sua noção de proporção, portanto, é bem apurada. Da mesma forma, a garota confecciona diferentes tipos de jóias e bijuterias. Apesar de seu conhecimento ser básico, já se torna suficiente para fazer objetos que podem tanto ter um alto valor quanto apenas aparentar ser valioso. Sua atenção aos detalhes e conhecimentos sobre pedras preciosas se equiparam a de um ourives com vários anos de experiência.


Nome da Habilidade: Mente do bom aprendiz

Descrição: Soraya possui facilidade de captar novas informações, processá-las e guardá-las em sua mente. Isso se deve ao sexto sentido “sintonia”. Essa capacidade facilitou muito durante seu treinamento. Para manter essa habilidade, ela sempre exercita sua mente através de meditação e outros exercícios, inclusive jogando xadrez.

Efeito: Essa habilidade tem efeito de história apenas. A capacidade de guardar novas informações de Soraya é maior que a de um ser humano normal. Ela é capaz de se lembrar de tudo que lhe foi ensinado com detalhes, o que a ajuda na hora da prática. O que pode ser aproveitado dessa habilidade fica a critério da narração.


Nome da habilidade: Telepatia

Descrição: Telepatia consiste na capacidade de ler mentes e comunicar-se com outros, sendo estes detentores do sexto sentido “Telepatia” ou de cosmo-energia. Por causa do espírito da deusa, a garota adquiriu este sentido, e Ulisses a ajudou a aprimorá-lo.

Efeito: Soraya pode ler os pensamentos de outras pessoas, bloquear os seus e comunicar-se com os outros mentalmente. Para realizar o último feito, ela precisa concentrar-se no rosto de seu interlocutor. O alcance dessa habilidade atinge um raio de 100 metros, sem gasto cósmico. Para maiores distâncias, há gasto cósmico. Efeitos e determinação de gasto para essa habilidade (no caso citado) ficam a critério da narração. A leitura de mentes não é possível para pessoas que possuam rank superior, independente de possuir ou não a mesma habilidade, e pode ser dificultada por pessoas que consigam bloquear seus pensamentos (no caso de rank igual ou inferior).


Nome da habilidade: Sentidos da Odalisca

Descrição: Soraya possui o sexto sentido da “sinestesia” . Ulisses se aproveitou da existência desse sentido e o aprimorou, fazendo com que ela fosse capaz de ver sons e cheiros.

Efeito: Como descrito acima, Soraya consegue ver sons e cheiros. Essa é uma habilidade com efeito de história. Sons e cheiros agradáveis possuem cores que variam entre rosa, roxo e azul. Sons e cheiros muito fortes estão entre laranja e vermelho. Sons e cheiros não tão fortes, mas que são desagradáveis, oscilam entre amarelo e verde. O que pode ser aproveitado dessa habilidade fica a critério da narração, assim como sua ativação. Não há gasto cósmico.


Nome da habilidade: Cigana do Amor

Descrição: Soraya ampliou seu sexto sentido de “empatia”, e começou a fazer “leituras” das pessoas. A deusa adormecida dentro dela possuía grande capacidade de entender os apaixonados, e a garota, juntando isso com sua intuição, aprendeu a compreender os sentimentos. A partir de uma simples análise de gestos ou de uma conversa, ela consegue pegar alguns sinais que a ajudam a montar uma espécie de perfil para a pessoa, especialmente aqueles que amam. A habilidade possui esse nome pelo simples fato de Soraya ser conhecida assim em Corinto.

Efeito: Essa habilidade possui efeito apenas na história. Soraya começa a atentar em uma pessoa e traça um perfil aproximado de suas principais características. Como deusa do amor, consegue captar quase que instantaneamente se uma pessoa está apaixonada, mas o que ela consegue descobrir a mais sobre uma pessoa fica a critério do narrador (até pelo fato de poder se enganar com pessoas inexpressivas ou que possam ocultar facilmente seus sentimentos). Essa habilidade é totalmente independente da telepatia, uma vez que trabalha com gestos e expressões. Não há gasto cósmico.


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Maeveen de Órion
Posted: Jul 24 2012, 09:07 PM


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HISTÓRIA



Prólogo: A chegada da deusa
Havia um ano que Samira se casara com o amor de sua vida. Antes de assumir o papel de esposa, ela era apenas uma serva do nobre paxá e de seu harém. Entretanto, ele sempre a levava consigo, independente de qual casa fosse visitar. Na noite de comemoração da união dos dois, o céu parecia ter adquirido um novo tom, e ambos sabiam que seu futuro era protegido por alguém. Aliás, antes de se deitarem juntos pela primeira vez, juram até hoje ter escutado um riso de contentamento. No dia de seu primeiro aniversário de casamento, Samira e seu esposo tiveram um sonho conjunto. Uma moça loira, de olhos claros e uma pele alva viera a eles. Sua voz era bela e musical. Com esta, fazia seu pedido.

' Vocês, cujo amor conseguiu se sobrepor até às tradições mais rígidas, acabam de ser agraciados com uma bela menina. Esta, ao nascer, carregará uma alma especialmente abençoada, não por seu deus, mas por ser um espírito com uma missão especial. Para ser mais sincera, ela carregará minha alma. Meu nome, saberão na hora certa. Vocês podem me chamar de Amor. Seria muito de meu agrado se mantivessem essa identidade em segredo, tanto quanto ensinarem a essa garota que o amor vence, sim. Não duvidem disso. Dessa forma, estarão me ajudando a cumprir meus objetivos. Antes que me perguntem, eu os escolhi por serem uma das poucas histórias de amor que venceu no final, e até por sua condição. Eu gosto da boa vida, mas sei que minha forma terrena precisará de mais. Sim, Samira, assim que acordar, acorde com a certeza de que está esperando uma criança, e escolha seu nome sabiamente. Eu gostaria de pedir que usasse Widad (amor). Durmam com suas mentes tranquilas, e saibam que a relação dos dois está protegida, tanto por seu deus quanto por outras divindades. '

Na manhã seguinte, eles acordaram e se entreolharam. O sonho fora real demais para que fosse apenas coincidência. Mas esperariam o tempo mostrar a veracidade daquelas palavras e, principalmente, se a pessoa que as proferia era real.

Início: Uma infância pacata
Soraya nasceu em 15 de Agosto de 1532 na cidade de Istambul, que também já fora conhecida como Constantinopla e, anteriormente, Bizâncio. Filha de um paxá, irmão de um sultão turco, desde criança chamava atenção por causa de sua beleza excepcional. Sua mãe, Samira, não era a primeira esposa, mas era uma moça tão dedicada ao paxá, que este começara a amá-la, deixando todas as outras do harém com ciúme. Soraya sempre fora amada por seus pais, e sua mãe sempre fizera um grande sacrifício para manter a “família” unida, inclusive aguentar as tramas de todas as outras mulheres. Desde os cinco anos, Soraya aprendia com sua mãe tudo que era necessário para tornar-se uma esposa digna, e não mais uma peça. O sonho de Samira era que sua filha fosse primeira esposa, mas a garota já não pensava assim. Não se importaria se tivesse que viver uma vida igual à de sua mãe, contanto que, como ela, pudesse viver sempre sorrindo. Samira ensinava tudo à sua filha: costura, desenho, dança do ventre, maquiagem, como cuidar de uma casa, servir as outras esposas e seus filhos, como se portar diante dos mais velhos. Eram muitos detalhes a serem estudados, mas a garotinha, conforme crescia, parecia compreender e apreender todo o conhecimento adquirido. Aos 8 anos, ela começou a tentar intervir na vida amorosa de suas irmãs, que gostavam dela, apesar das mães que tinham. Ela ficava perguntando a seu pai o motivo de um casamento arranjado, mas ele sempre respondia com a palavra “Tradição”, e ela sempre batia o pé. Porém, quando completou 10 anos, toda sua vida mudou.

Extra: Alguns dons inatos
A jovem sempre teve algumas habilidades que sua mãe não conseguia explicar: podia dizer claramente o que uma pessoa estava sentindo, como se pudesse "ler" suas expressões e gestos, sua capacidade de apreender conhecimento era impressionante, assim como a facilidade de se aprimorar sempre com o que foi aprendido, e sua empatia natural - apesar de ser criança, agia como adulta quando o assunto era coração. Além dessas, ela parecia adivinhar alguns pensamentos, mas isso era bem mais raro.

Primeiros conflitos: A fuga
Quando completara 10 anos, Soraya parecia já ter dominado perfeitamente a maior parte dos ensinamentos: já havia costurado e bordado algumas peças de vestuário, além de fazer outros trabalhos fora de casa para as esposas de seu pai. Sua mãe pedira a uma de suas irmãs que ensinasse a garota a cantar, uma vez que agora possuía maior disciplina. Um dia, enquanto voltava com sua mãe de uma de suas aulas, encontrou-se com Layla, a primeira esposa de seu pai. Ela era uma mulher muito estranha: não parecia se cuidar, aliás, parecia um beduíno que acabara de voltar do deserto: sempre com aspecto sujo, como se banho fosse uma palavra que não conhecesse. Seu filho era diferente: bonito, arrumado, sempre bem alinhado. Os dois tinham apenas algo em comum: a pose. Por ser primeira esposa, ela se achava a mulher de um califa, e ele se achava um pequeno príncipe. Layla aproximou-se de Samira, seus olhos estavam cheios de ódio, como de costume, disse algumas palavras no ouvido de sua rival e saiu. Soraya olhou para sua mãe, e sua expressão era a pior possível, como se estivesse totalmente em choque. Quando chegaram em casa, a garota recolheu-se em seus aposentos, e ficou apenas escutando choros vindos do quarto ao lado. Então, dirigiu-se até lá, encostou a cabeça de sua mãe em seu ombro e começou a cantar até que ela dormisse. Enquanto cantava, sentia o coração de sua mãe, ele estava partido. Era como se alguém tivesse passado uma faca nele. Ela sofria por amor. Os sentimentos de sua mãe acabaram por trazer um pouco da energia cósmica de Soraya. Sua mãe poderia jurar que, enquanto cantava, sua filha era a mais bonita de todas as moças que já vira. Passados uns dias, Samira havia voltado para a casa com uma expressão pior do que aquela do dia do confronto com Layla. Ela começou a arrumar suas roupas e as de sua filha. Depois, olhou para Soraya e disse:

- Vamos. Prefiro que Ala me condene por meus pensamentos do que praticar algo que manche minha alma. Queimar no inferno não será suficiente para pagar os castigos que eu mereceria.

A garota, apesar de assustada, não fez pergunta alguma. Após alguns minutos de silêncio, sua mãe começara a falar de forma bem rápida, e muitas palavras iam se misturando. Soraya podia apenas entender “Layla” e “demônio”, além de algo sobre “acabar com uma vida”. O pouco que escutara fora suficiente para que a garota fosse até o seu quarto e escrevesse um bilhete a seu pai, pedindo para que ele buscasse sua mãe assim que possível, ou seja, quando as duas parassem em algum lugar. Dizia que Samira estava triste, e que parecia morrer por dentro. Então, para sua surpresa, uma das serventes da casa aparecera bem na hora em que terminava a mensagem. Pegou o papel, leu e abraçou a garota. Depois, explicou que seu pai não apareceria, mesmo que a carta chegasse até suas mãos, pois estavam partindo e, por mais que seu pai as amasse, um gênio mal tomaria conta de sua cabeça e faria com que acreditasse que esse amor nunca existiu de verdade. Soraya, então, tentou fazer com que sua mãe ficasse em casa, mas ela já estava decidida. Disse que seu pai estava defendendo demais as outras esposas (o que, a garota sabia, não era verdade), enquanto ela era injustiçada, e que Ala reduziria seus dias por causa disso, pois deixou um gênio mal fechar seus olhos. Com um pesar no coração, e raiva daquele tal gênio, mas não pelo motivo que sua mãe dissera, a menina é levada para longe naquela madrugada, para nunca mais retornar. Mas sua carta continuou em cima da mesa, à vista para todos os que quisessem ver.

A mudança: Conhecendo Ulisses
A ida para outro local não seria muito difícil, afinal, as duas possuíam muitas jóias, e o pai de Soraya mantinha o dote de Samira em um local acessível para ela (uma vez que o dever do marido é guardar o dote a ele entregue para as necessidades de sua mulher). A fuga foi feita durante a madrugada, e não houve nenhuma complicação, pois ele nem estaria por perto para saber. Chegando ao porto mais próximo, trocaram algumas jóias por lugares dentro da primeira embarcação que apareceu. Depois de duas semanas de viagem, usando rota marítima, as duas se encontravam em território grego. Enquanto se aproximavam de Corinto, foram paradas por um sujeito muito estranho. Ele vestia uma túnica, e parecia que acabara de chegar de viagem. Ele se apresentara como Ulisses, um oráculo da deusa Afrodite, e disse que esperava havia muito tempo para o retorno dela ao mundo dos homens. Por causa do idioma estranho - grego, tanto mãe quanto filha não entenderam nada. Samira começara a falar, em árabe, que as duas haviam acabado de chegar. O homem, então, começou a conversar no idioma delas.

[spoiler=Interpretação da primeira conversa]Legenda:
Fala do Ulisses
Fala de Samira
Fala de Soraya

# Minha senhora, eu esperei pacientemente por seu retorno. Quando me mandou seus sinais, logo prontifiquei-me a voltar. Sinto muito por minha deslealdade, nunca tive a intenção, mas... #

# Senhor, deve estar me confundindo com outra pes... #

# Nunca em minha existência! Sua face está em minha mente há anos! Eu abandonei Athena para seguir suas ordens, do jeito que me foi mandado. Meu pai morreu para servi-la, Soraya. #

# Eu... nunca vi o senhor em toda minha existência! #

# Qual o significado dessa abordagem, nobre senhor? #

# Pense bem, Soraya! Nunca se perguntou por que tinha a capacidade de aprender tudo até a perfeição? Por que o amor lhe é tão caro? O motivo de tentar unir pessoas, ou nunca causar a discórdia? Sua beleza e seu brilho, existentes desde seu nascimento? #

# Nós não precisamos ficar escutando isso. Vamos, filha! #

# Você não precisa ir, Afrodite! Sabe que é verdade! Se quiser, venha às ruínas de seu templo. Nem preciso dizer onde fica. Se eu estiver enganado, você não o encontrará. #[/spoiler]

Samira levara sua filha embora. Sua expressão era pensativa e temerosa. Naquela noite, a garota não conseguiu dormir. Pela primeira vez, alguém tocara em um ponto delicado, como se pudesse ler sua mente, entender o que se passava. Quando dormiu, sonhou com um lugar. Uma voz masculina lhe dizia para que procurasse aquele lugar.

' Soraya, finalmente chegou a seu destino final. Agora, a verdadeira luta começa. Por favor, criança, encontre o templo, encontre Ulisses. Desperte minha mãe, cumpra sua missão. Se um dia realmente precisar de mim, poderei chegar na hora certa. Sou apenas um mensageiro, pode me chamar Eros. '

Ao acordar, antes que sua mãe percebesse, a jovem saiu. Sua intuição a levou até um local abandonado, deixado em pedaços. Ulisses já a esperava. Até o entardecer, eles ficaram conversando. O oráculo explicou a ela sobre o Olimpo, os deuses gregos, Athena e, finalmente, a deusa Afrodite, filha de Cronus. Conforme ele falava, imagens se formavam na cabeça dela, como se alguém estivesse lhe mostrando quadros. Depois de um tempo, Samira aparece, desesperada. Abraça sua filha e começa a chorar. Soraya olha para ela, a abraça e pede para que mantenha a calma. Ela estava bem, e tudo que Ulisses explicava fazia sentido. Ele, então, aproveitou a presença das duas e ofereceu-se para trazer a deusa de volta ao mundo dos homens. Contou que ela dizia, em seus sonhos, que o mundo dos homens estava perdendo fé no amor, e que isso não poderia acontecer, uma vez que sua “sobrinha” Athena precisaria da união e harmonia humanas para vencer Hades. Este era seu objetivo. O amor traz a esperança, e Athena precisaria de ajuda, principalmente no fim da “Idade das Trevas”. O oráculo explicou também que estranhara esse altruísmo repentino por parte dela, mas até os deuses possuem lado humano.

O treinamento: Aprendendo a ser deusa
No dia seguinte ao convite feito, Samira e Soraya foram morar com Ulisses, nas proximidades do templo. Soraya continuava seu treinamento doméstico, além de outras aulas que já fazia em Istambul, mas também iniciara xadrez, grego e treinamento cósmico. Para ajudar na casa, ela e sua mãe confeccionavam roupas para vender, além de outras tarefas. No primeiro ano, a garota começava a aprender a complexidade de se ter um pequeno universo dentro de si, e várias vezes pensava em abandonar seu destino, mas a presença de sua mãe a confortava, e as duas não tinham para onde ir. Com o tempo, ambas se apegaram àquela família. No 12º aniversário de Soraya, o irmão de Ulisses retornou para casa. Ele era ourives, e ela logo começara a faltar em algumas aulas importantes para passar um tempo observando a confecção de joias. Então, para não brigar com os outros, ele lhe fez uma oferta: ela se concentraria no treinamento, e ele a ensinaria a confeccionar diferentes tipos de ornamentos. Agora, ela sabia dois ofícios que seriam úteis para ajudar a casa.

Seu treinamento cósmico consistiu principalmente no desenvolvimento pleno de seus sentidos. Quando despertou seu cosmo, apareceu com ele situações inusitadas, como a capacidade de ver sons e cheiros, além da melhora de seus dons naturais (já citados acima). Ulisses a fazia meditar durante uma hora todos os dias, e pedia que visualizasse as estrelas existentes dentro dela, trazendo isso para fora. Com o tempo, a própria manifestação cósmica da garota traduzia essas palavras. Depois, jogavam uma partida de xadrez para que ela abrisse sua mente. Em seguida, estudavam um pouco sobre deusas relacionadas a Afrodite em outras culturas, além de mitologia universal. Então, começavam o desenvolvimento do sexto sentido. Ele testou tudo o que aprendera nos tempos de cavaleiro de Athena, e era auxiliado por seu irmão. Como começou aos 10 anos, aos 13, Soraya já havia avançado bem, o que era ajudado também pelo fato de ser portadora de Afrodite. Falhar não era opção. Um dia, enquanto dançava, algo dentro de Ulisses fez com que ele tentasse unir a paixão da garota pela dança e o bom uso de seu treinamento. Em dois anos, ela havia dominado completamente as técnicas “Dança do Véu” e “Benção de Ishtar”. Quando completou 15 anos, estava pronta tanto para se tornar uma esposa quanto para assumir seu posto em Atenas. Em seu estado normal, havia alcançado o sétimo sentido. A deusa havia se manifestado apenas uma vez, e Soraya não se lembrava disso. Era como um sonho, algo distante de sua realidade.
Resumindo seu treinamento: exatamente por causa de Afrodite, Soraya não penou no treinamento em si. A deusa parecia ter planejado tudo minuciosamente, pelo menos era o que a jovem pensava.

Extra: Soraya e o amor
A garota, enquanto estava na Grécia, sentia a necessidade de intervir nas questões amorosas dos outros, o que acabou sendo fácil com seu trabalho de vendedora. Como andava com roupas “diferentes” dos locais, muitas vezes a confundiam com ciganos, que constantemente passavam pela região. Ulisses aproveitou essa situação e começou a ensiná-la a usar os sentidos que a deusa já possuía: empatia e telepatia. A primeira era usada para descobrir se a pessoa se comportava como alguém apaixonado (assim, surgiu a habilidade Cigana do Amor). Se sim, ela usava a telepatia para descobrir de quem se tratava. Então, com sua lábia, começava a fingir ser mesmo cigana, e “lia” o futuro da pessoa ao lado daquele(a) que a ama. Quando conseguia e os casais se uniam, caso viessem a ela, recebiam o que seria um amuleto que, se sumisse em suas mãos, era sinal de boa sorte.

O conflito final: Caminho para Flandres
Três meses antes de seu aniversário de 16 anos, Soraya escuta o irmão de Ulisses prometer a sua mãe que iria recompensar a jovem por seu treinamento. Ele estava indo para a feira em Flandres, a fim de expor algumas de suas joias para os comerciantes dali. Flandres era, na época, um grande ponto comercial, e ela viu a oportunidade de conhecer um pouco mais do mundo antes de, de acordo com seus próprios pensamentos, confinar-se em um posto fixo como deusa. Assim que ele terminara de falar, ela abriu a porta e pediu para acompanhá-lo. Sua mãe estava relutante, mas o ourives dizia que era um caminho seguro, até porque, a maior conturbação que encontrariam seriam otomanos e protestantes. Como Soraya fazia parte do mundo árabe, não teriam tantos problemas. Entretanto, para que ela pudesse se virar um pouco sem ele, começou a aprender holandês (conhecido como flamengo) e germânico. No dia de seu aniversário, antes de partirem, ela recebe uma surpresa: seu pai estava em casa, abraçado a sua mãe. De acordo com a história que contara, passou os últimos anos procurando por elas, até que, enquanto procurava com seus homens na Grécia, recebeu a notícia de mercadoras de tecido mouras, e uma delas tinha uma beleza sem igual. Ele contou para sua filha que a culpa era dele.

A história contada foi a seguinte: ” Eu estava fora de mim. Tudo que poderia dar errado, deu. Eu estava em meus aposentos, esperando apenas o horário para ir visitar sua mãe, quando Layla apareceu, trazendo uma moça. Ela era jovem, bonita, e não sei o que me ocorreu. Ela encantava, parecia tão inocente. Bem, sua mãe me conhece, eu não sou santo. Quando estava na casa dela, disseram-me depois, sua mãe foi me visitar, e minha ex-primeira esposa contou-lhe sobre essa visita, por isso vocês foram embora, minha filha. E eu, com raiva, me casei. Só que as máscaras caem. A moça era apenas um plano. Na realidade, era como gênio ruim. No final, a devolvi, assim como devolvi aquela víbora da Layla. Mohamed fica comigo, mas apenas pelas tradições, pois aquele menino também parece naja criada.”

Soraya não entendera bem a história, tanto por ter sido mal contada quanto por estar encantada com o retorno de seu pai. Após um tempo, ele dissera que gostaria de conversar, pois Samira contara tudo o que aconteceu. Então, a jovem ficou sabendo sobre o sonho, sobre a mulher que havia pedido a eles para tomarem conta de sua alma. Então, Ulisses começou a participar da conversa, e eles passaram a discutir o futuro: sua mãe agora voltaria para o lugar a que pertencia. A garota, no entanto, teria que ficar. Agora, assumira sua nova condição de futura aliada de Athena, e não abriria mão disso. O casal permanecera durante um tempo na morada de Ulisses e, então, no dia 16 de Agosto de 1548, partiram após terminarem as comemorações do aniversário de Soraya. Ela diz que os dois foram embora como se estivessem em uma fuga para encontrar a felicidade. Então, a garota continuou suas aulas e seu treinamento, até que, em 16 de Dezembro de 1548, eles partiram. O irmão de Ulisses, graças à linhagem, também possuía energia cósmica, apesar de não ter treinado como “deveria”, e isso facilitou a locomoção deles, uma vez que eram bem rápidos – obviamente, a garota era mais. Quando chegaram a Flandres, 3 dias depois de sua partida, ela descobriu que toda aquela viagem valera a pena, por causa da variedade de itens diferentes que encontrara, e logo começou a procurar novos ornamentos para fazer por si mesma. Eles passaram cinco dias no local e, depois, resolveram retornar. Uma mensagem fora enviada a Ulisses, e este não se preocuparia, pois estava avisado que fariam uma “pequena visita” a outros lugares.

O final: Baviera
27 de Dezembro de 1548: Soraya caminhava ao lado do ourives, até que resolveram descansar. Ele havia prometido que ela veria lindas paisagens no caminho de volta, contanto que prometesse acelerar a viagem quando necessário. Eles passaram por vários caminhos das regiões germânicas, até que chegaram à Baviera, um local de paisagens inexplicavelmente bonitas. Enquanto conversavam, um grupo de assaltantes apareceu. O ourives se colocou na frente de Soraya, tentando protegê-la, e ela, com medo de que o pior acontecesse, usou sua técnica “Benção de Ishtar” para aumentar a força dele. Assim que os bandidos foram derrotados, no entanto, o uso de cosmo atraiu a atenção de um grupo de esqueletos que rondavam o local. Estes começaram a investigar, e um deles, que sabia grego, conseguira escutar a palavra “deusa”. Então, chegaram à conclusão de que se tratava de aliados de Athena. Naquela noite, enquanto a dupla dormia, os servos de Hades se aproximaram. Para seu azar, o ourives era um homem atento, e logo se pôs de pé. Eram três esqueletos, e o homem não possuía treinamento, então, no fim, ele foi morto de forma cruel no meio do embate. Soraya, que dormia em uma espécie de barraca, acordara com o grito final do ourives, e foi ver o que estava acontecendo. Nessa hora, os três estavam ocupados, zombando do homem morto, e ela aproveitou a deixa para se embrenhar no meio da mata. Os próximos dias, passou escondendo-se da melhor maneira possível, assim como procurava uma cidade onde poderia se abrigar.
[A continuação será feita em interpretações, assim como as devidas explicações, para evitar spoilers antes do tempo.]

Extra: A última visita de Ulisses ao Santuário - O fim do oráculo.
Ulisses já não era mais jovem, tinha 58 anos quando Soraya partira. Ela estava acompanhada de seu irmão, então, ele já esperava algo como saírem para ver as paisagens, o que foi confirmado com a chegada do mensageiro. Com a mente em paz, ele resolveu sair de Corinto e ir até o Santuário, a fim de avisar ao Patriarca e a Athena que Afrodite havia despertado, assim como fora há muito previsto. Na data em que chegara (30 de dezembro de 1548 - madrugada), sentiu uma energia muito poderosa. Era um homem que nunca havia visto (Antero, da quest "Oportunidades de Guerra"), e sua intuição dizia que a intenção do intruso seria das piores. Como um ex-cavaleiro de Athena, ele tentou uma investida contra o local em que a energia se manifestava, mas o invasor fora mais rápido, matando-o com apenas um golpe.




HISTÓRICO DA ARMADURA



A armadura de Afrodite ainda não foi encontrada.



HISTÓRICO DA ARMADURA (Triângulo Austral)




Nome do Usuário: Ulisses
Período de uso: 1500 - 1513
Histórico resumido: Ulisses veio de uma longa linhagem de oráculos da deusa Afrodite, que se estendia desde a Grécia Antiga. Nascido em Corinto, em 1485, seu cosmo despertou quando tinha 10 anos, assim como o resto de sua família, e com os mesmos poderes que a deusa concedera a eles: comunicar-se mentalmente com ela e vê-la em sua nova forma. Para desenvolver esses poderes, ele fora treinar no santuário de Athena, assim como sua familia sempre o fez, desde que esta permitira a vinda dessa linhagem para seus templos, e acabou se apegando mais à deusa da sabedoria e das guerras justas. Quando completou 15 anos, recebeu a armadura de Triângulo Austral, recusando seu posto de servo de Afrodite. Entretanto, as visões do retorno da deusa começaram a ficar mais fortes, e ele sempre via uma garota de aparência moura chamar seu nome. Ela se apresentou como Soraya, e o repreendeu por não esperar por sua deusa. Ela continuou aparecendo em seus sonhos, exigindo que ele retornasse e cumprisse com seus deveres. Em 1513, após uma batalha contra sua própria vontade, ele retorna para Corinto, onde ficou à espera de Afrodite. Após treiná-la, ele a deixou por uns dias nas mãos de seu irmão, que era ourives, para que fizessem uma viagem aparentemente simples. Enquanto eles não retornavam, resolveu visitar o Santuário, onde, por infortúnio, encontrou seu fim nas mãos de um invasor: Antero.
Situação Atual: A armadura continua no Santuário, esperando o próximo cavaleiro. Ulisses virou tutor de Soraya, e seu servo mais leal, mas morreu nas mãos de Antero, quando esse invadiu o Santuário.



Dados cronológicos:
15 de Agosto de 1532 – Nasce Soraya Widad.
15 de Agosto de 1537 – Com 5 anos completos, Soraya inicia seu treinamento em casa (voltado apenas para tarefas domésticas).
29 de Setembro de 1542 – Enquanto cantava para sua mãe, o cosmo de Soraya se manifesta.
07 de Outubro de 1542 – Soraya foge com sua mãe.
21 de Outubro de 1542 – Soraya e sua mãe chegam a Corinto, onde conhecem Ulisses, um oráculo de Afrodite. Este reconhece a garota como sendo portadora da deusa, e, no dia seguinte, diz que irá treiná-la para desenvolver seu cosmo.
15 de Agosto de 1547 – Soraya termina seu treinamento principal, dominando parte de sua energia cósmica e das habilidades necessárias para apresentar-se como aliada de Athena.
16 de Dezembro de 1548 – Soraya parte com o irmão de seu mentor em direção a Flandres.



Fontes de Pesquisa:
http://www.islam.org.br/o_imperio_otomano.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Solim%C3%A3o,_o_Magn%C3%ADfico
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_d...3%A9rio_Otomano
http://en.wikipedia.org/wiki/Selim_I
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/...giu-a-maquiagem
http://www.tendarabe.com/conteudo/vestimentas-arabes-tipicas
http://arabicsoul.multiply.com/journal/ite...Fjournal%2Fitem
http://www.centraldancadoventre.com.br/a-d...cas-folcloricas
http://www.horusdancadoventre.com.br/dancas.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_xadrez


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O ano de 1549 surge no horizonte. Ares adentra o campo de batalha, e já ataca o Santuário, que repele a invasão e Jamiel, que sofre pesadas baixas, mas também resiste. Hades não vê o deus da guerra como aliado e começa a tomar os cuidados necessários com ele. Nike, Afrodite, Thanatos e Hypnos aparecem, enquanto Oneiros continua desaparecido. Em outros cantos do mundo, cavaleiros e espectros se envolvem em lendas mitológicas...









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