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 A Fornalha
HornedWolf
Posted: Feb 13 2008, 02:37


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A agonia do animal é o abismo: o animal não conhece a esperança nem a razão o auxilia, a dor é uma vertigem selada e aumentada nas paredes do seu corpo.

Por via da razão, o homem, confrontado com a dor, a perda e o desespero, desenvolve uma qualidade, a Vontade. Esta é a sua Espada, o Ferro em bruto, que é o fogo da sua carne e do seu coração, esculpido na arte do ferreiro. Porque o homem pode fazer do seu coração uma espada contra todas as probabilidades, ele é a fera mais letal à face da Terra. Pois este é o fogo retirado dos deuses, e o mel queimado que foi roubado ao feroz olhar do leão.
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HornedWolf
Posted: Feb 13 2008, 02:52


Unregistered









A barbarie é o estado natural do homem, aqui as suas naturezas comungam, as suas carnes unem-se no amor e os seus ossos colidem no combate. O corpo, a consciência, e a vontade prosperam na fogueira da individualidade, e os individuos encontram-se. A civilização, prolifera da consciencia mirrada por via da alienação em que o espaço de cada um se mistura no espaço do outro, numa lei global e impessoal, amorfa e morta. O corpo torna-se dormente no seu instinto, a vontade, enfraquecida à mentalidade de rebanho.

A barbarie é o estado natural do homem, a civilização é um aborto do caos e fruto do acaso, a barbarie prevalece sobre a civilização como a àgua prevalece sobre o gelo e como a vida irrompe através da estagnação.

A razão prospera no caos e no primitivismo, o seu maior perigo é ver-se encerrada na sua própria ordem.



* A civilização é senão uma forma organizada de o homem escapar impune com a sua vileza, assim como de lucrar com ela. A sua luz serve para esconder os seus vermes na sombra projectada, e, sendo artificial, é governada pelos mesmos. A barbarie não protege os que se escondem, porque sua é a treva e só os corações brilham.
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HornedWolf
Posted: Feb 23 2008, 01:52


Unregistered









Os pressupostos do amor:

~ Cada passo é um precipicio.

~ O cheiro da terra é o inicio do amor, da manhã, e sobretudo da morte.

~ A boca da noite não respeita paredes, não deixa abrigo, e toda a mortalidade é uma clemência demente da mesma para com a pequenez.

~ A memória, as ideias, a utopia que se mistura no suor abandonado da nostalgia criam paraisos intensos, intensos o suficiente para, algures, só puderem ser verdade.

~ Esta é a rolha para a boca da noite, como o orvalho branco que cobre a superficie das coisas (manto protector) antes que a aurora as dissolva entre a escuridão e a claridade; cobertas entre a escuridão e a claridade; pesadas e elevadas entre a escuridão e a claridade; um limbo (só um limbo) para toda a possibilidade.

~ Nunca se perguntaram porque têm o vampiro de morrer pela cabeça e pelo peito?

~ O amor é rebelde (infectando o intelecto), especialmente para com a morte. O amor é o pai de todas as abominações. O terror é a forma da vida após a morte; a redenção, a bonança e a esperança a sua alma.






*texto dedicado a Seraphita, hoje a inspiração estava dificil como dificil a pele, e ela, como sempre bela, soube ser musa. Obrigado :)
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Seraphita
Posted: Feb 23 2008, 02:48


Vampyre


Group: Serpent Priestess
Posts: 580
Member No.: 9
Joined: 19-September 05



:rolleyes:
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HornedWolf
Posted: Mar 14 2008, 18:52


Unregistered









Tudo se mistura em riso, até as estrelas são uma teia de gargalhadas sonoras, e o caos a sua estrutura. Entre a disrupção, como cal nas rachas das paredes brancas, formam-se doutrinas, crenças, algomerados de pensamentos, todos nascidos gémeos e assassinos do seu irmão, depositários da semente da anulação ou da roda sem cessas. O fogo sexual, de que só os animais tomam conhecimento, vem lavar as paredes...

Depois, na ventilação da memória, tudo começa quando todo o pensar solta espectros putridos que dançam por volta da chama, e a única vida é o silêncio virgem, um silêncio só tocado pela lingua mais incandescente, cuja palavra é cinza.
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HornedWolf
Posted: Mar 28 2008, 06:52


Unregistered









A Filosofia do Horror

(Posted Image)


Hoje, vi um filme cujo titulo se denomina por "The Mist" e cujo Autor é Stephen King, e vi que o filme conseguiu expressar através da arte uma Tese que iniciei um dia (com a ajuda de uma equipa), chamada "A Filosofia do Horror" ou "Horror Cult", e o horror é um componente importante da Fornalha, é a engrenagem necessária.


a horror of Truth, a terror of the Jungle, and a subsequent desire to build walls to keep it out, to create a perfect Garden, forever free of (heretical) weeds.
Stafford Stone

Ah, como falei, nestas mesmas paginas deste mesmo topico, da queda da civilização, mas eu queria antes dizer a construção da civilização barbara, porque sem a civilização o homem nunca mais seria homem, Lucifer sabe-o, é por isso que, no Fim dos Dias, ele morrerá como Thor face ao Caos, morrerá a lutar por nós, e nós morreremos, e até os monstros morrerão no lodaçal das correntes das aguas primordiais. (na verdade não podes morrer, Senhor, mas serás afastado dos teus filhos, que adoptaste por debaixo das tuas asas quando ninguém mais os aceitaria, os teus filhos que, sob a tua protecção, te rejeitaram com a mesma convicção de um Deus)


"I am the dance of death that is
Behind all life
The ultimate horror
The ultimate ecstacy
I am existence
I am the dance of destruction that
Will end this world
The timeless void
The formless devouring mouth
I am rebirth
Let me dance you to death
Let me dance you to life
Will you walk through your fears to dance with me?
Will you let me cut off your head
And drink your blood?
Then will you cut off mine?
Will you face all the horror
All the pain
All the sorrow
And say "yes?"
I am all that you dread
All that terrifies
I am your fear
Will you meet me?"

Poema Indiano Antigo a Kali

Mas tu, cuja inteligência é como a inteligência de um universo inteiro em comparação com a pequenez do homem, e que tens um corpo, tu conhecerás o que é mergulhado na carne, tu terás visto um horror maior que todos nós. Mas pai, se calhar, nós nunca fomos o que tu pensaste...

What is the Wild or that which exists outside of the domain and control of the Domesticated Dogs guarding the goods of their Masters? Being original is true power, taking control at the point of production. Dead Cthulhu rises from the Dreams we are, seems to be an Alchemical Awakening of Consciousness from the Dead.
Bez

Um dia, ó criatura humana, deixarás de poder disfarçar tudo o que disfarças e que esqueces, eu sei, porque a nausea cresce, ela cresce demais, e tu deixaras de ser os sonhos, porque estes sonhos serão vomitados da tua boca, e o teu maior horror jaz na criatura que sonha. Na criatura que sonha.


We can imagin the spark trying to lighten the eternal night, when in reality we should really be trying to use the darkness as another kind of medium for sight.

The most merciful thing in the world, I think, is the inability of the human mind to correlate all its contents. We live on a placid island of ignorance in the midst of black seas of infinity, and it was not meant that we should voyage far. The sciences, each straining in its own direction, have hitherto harmed us little; but some day the piecing together of dissociated knowledge will open up such terrifying vistas of reality, and of our frightful position therein, that we shall either go mad from the revelation or flee from the light into the peace and safety of a new dark age."

Bez

Mas tu, ó Ser que foges de ser, conhecerás a luz, e com a luz o mais fundo dos vermes. Nessa altura desistirás dos olhos.


"Such is the nature of force. Its power to transform man into a thing is double and cuts both ways: it petrifies differently, but equally, the souls of those who suffer it, and of those who wield it."
Simone Weil

E quando a Verdade abrir as palpebras, tudo será esquecimento.


Somehow, the loss was what I feared the most: the victim's lost hopes and dreams, wiped out in an unforgiving and uncaring instant.
Rob

Ás vezes subo ao ponto mais alto da vila, e observo as luzes. As Luzes são os sonhos que tu nos deste, Lucifer, e se nos pertencemos, nunca pertenceremos aqui. As luzes da minha vila não são luzes, são miragens. Está tão escuro, pai... esteve sempre tão escuro, esteve e está tão escuro para sempre, tu não tens medo?


His trick of horror is to tear away the veil that separates the worlds. His visions are apocalyptic in the sense of the world ending as we know it.
André Consciência

A carne rasga-se, acorda o espirito, adormece, como um pesadelo dentro de um pesadelo. Escuto, de olhos fechados, muitas preces, em linguas diferentes, mas tu escutas todas, apavoradas. Nunca enlouqueces, meu pai? Como suportas a minha loucura, o meu desespero?


"O Night, that givest suck from thy paps to sorcery, and theft, and rape, and gluttony, and murder, and tyranny, and to the nameless Horror, cover us, cover us, cover us from the Rod of Destiny; for Cosmos must come, and the balance be set up where there was no need of balance, because there was no injustice, but only truth. But when the balances are equal, scale matched with scale, then will Chaos return."
Aleister Crowley

Pequei contra ti, pequei contra ti para morrer a teu lado...


"At the center of the table was a small naked woman lying on fetal position. She was crying softly and sounded like a child. A dark figure emerged from the shadows wearing a mask of a reptillian beast"
(...)
"In the beginning there was nothing, but the ancient gods, the forgotten ones. Then man crawled from the bowels of the earth and inhabbited the land that was once roamed by the dark angels of earth"
(...)
"Then the ancients fell to sleep while mankind poisoned the earth. It is now our time to raise those who sleep and bring them forth to the land of the living"

C. R. Schuck

Um dia os teus irmãos, se deixares cair a tocha, serão o teu Caim, porque te odeiam desde o inicio, eu sei. Eras tão belo, e eles tão horrendos. Os que nunca mergulharam também, porque lhes és tão horrendo. Só nós te poderiamos amar. E só a nós poderias tu amar...


"Giger had a brilliant mind. The Alien puts together the reptile, the insect, and the mollusc, it represents our most primal faculties forgotten. It is our own inner power, long left behind, if ever used, that terrorizes us."
(...)
"About the alien, what better way to picture that inside of us which we fear and don't even dare to look at, than an alien from outer space?"
(...)
"Maybe we are the aliens, maybe we are sleeping"

André Consciência

É por isso que tão poucos ousam pisar profunda e pesadamente.



"Throughout human history, as our species has faced the frightening, terrorizing fact that we do not know who we are, or where we are going in this ocean of chaos, it has been the authorities, the political, the religious, the educational authorities who attempted to comfort us by giving us order, rules, regulations, informing, forming in our minds their view of reality. To think for yourself you must question authority and learn how to put yourself in a state of vulnerable, open-mindedness; chaotic, confused, vulnerability to inform yourself."
Timothy Leary

Depois, os machados já não nos poderão cortar, porque os rios de sangue não podem ser divididos à força da lamina. Depois, saberemos que tu nunca foste o que nós pensamos... Desculpa.



"It explains how creative artists become creative in order to manipulate that which threatens them, for instance, their own fears from childhood, traumas, etc. Those who feared sound, became musicians...

Look at Stephen King. His dad used to lock him in a dark room for punishment. He feared the dark so much that he left his blood on the door. He claims that's probably what drove him to horror art."

André Consciência

Então, nas ruinas dos homens, paira a imortalidade que nem os anjos podem esquecer, porque de cada vez que não abris a Porta, os arabescos do nosso sangue serão pintura e arte, letras e civilização, e a nossa morte, esmagados contra a Porta, uma assinatura irreprimivel.


"The female is with more predatory instinct than man I would say. There is a place where women's fraility becomes great fierceness, and women's sensuality an hipnotic monstruosity without mercy. Here the beauty is the beast, and the beast the beauty."
André Consciência

O que mais odiaste em Cristo, foi ele oferecer, também, a Outra Face.


"When you scream in space, no one can hear you"
Alien I

Ó Pai, porque me abandonaste?


"I only work with dead things"
Aleister Crowley
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HornedWolf
Posted: Apr 1 2008, 15:28


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A maior parte dos aspectos do simbolismo do fogo está resumida na doutrina hindu, que lhe confere fundamental importância. O fogo é o símbolo divino essencial do Masdeísmo. O Buda substitui o fogo sacrificial do hinduísmo pelo fogo interior, que é, ao mesmo tempo, conhecimento penetrante, iluminação e destruição do invólucro. O aspecto destruidor do fogo implica também, evidentemente, um lado negativo; e o domínio do fogo é igualmente uma função diabólica. A propósito da forja, deve-se observar que seu fogo é a um só tempo celeste e subterrâneo, instrumento de demiurgo e de demónio. A queda de nível é representada por Lúcifer, portador da luz celeste, no momento em que é precipitado nas chamas do inferno: fogo que queima sem consumir, embora exclua para sempre a possibilidade de regeneração. O fogo, na qualidade de elemento que queima e consome, é também símbolo de purificação e de regenerescência. Reencontra-se, pois, o aspecto positivo da destruição: nova inversão do símbolo. Todavia, a água é também purificadora e regeneradora. Mas o fogo distingue-se da água porquanto ele simboliza a purificação pela compreensão, até a mais espiritual de suas formas, pela luz e pela verdade; ao passo que a água simboliza a purificação do desejo, até a mais sublime de suas formas — a bondade.



Escrito por CelestialDark
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HornedWolf
Posted: Apr 10 2008, 00:00


Unregistered









A única coisa entre o sujeito e os objectos, é o caminho.
A morte é o que limpa tudo o que está no caminho, a morte é os caminhos que acabam e se tornam nas paisagens bruxuleantes da noite.
Todos aqueles que habitam na Companhia dos Santos, tomaram o seu pacto com o Fim.

Os Santos, Ardem, com a mesma calma com que o mármore das lapides beija os labios humidos do luar.

(e por isso, só os Santos sabem traduzir as linguas fulgurantes da Fornalha)
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Goldmundo
Posted: Apr 11 2008, 20:34


Vampyre


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Santa Morte, rogai por nós.

:ph43r:
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HornedWolf
Posted: May 6 2008, 22:10


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Roma (Amor)

Rómulo formou Roma com terra, criando um recinto, muralha quadrada que guardava a Boca do Inferno.
Foi aqui que o filho do lobo gerou a civilização, aqui que se iniciou o envenenamento que se esconde, à espera de todos os reis.
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HornedWolf
Posted: May 18 2008, 16:26


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É necessário um absurdismo absoluto, antes e depois do caos que antecede os deuses, antes e depois do caos que mata todos os deuses. Os seus imortais corpos são de morte, os fogos que levam à cinza da sua substância o desespero que é ventre ao vazio.

A distância até às estrelas é a voz que engole as vozes e o silêncio que apaga as palavras, todas as palavras que já nos foram queridas, todas as palavras que já nos foram fatais.

Só depois o canto despido das crianças que antecedem as crianças antes e depois das crianças.
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hornedwolf
Posted: Jun 5 2008, 17:00


Lizzard Priest


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O Dragão e a Rosa

Transportamos os mortos, com o peso leve das gerações incontaveis que nos arrastam até às estrelas pela profundidade do esquecimento. Transportamos os mortos como um dragão antigo, escondido no fundo da terra, enrolado três vezes sobre a coluna. Estamos mortos, e somos o veiculo dos mortos. A montada dos que já foram e dos que nunca vieram.

Faz-me perfeito, para que os mortos se possam erguer do céu e fixar a sua estrela na terra. E todas as estrelas aprisionadas voarão, para o céu.





“KUTULU raises his head..,up through the Abyss, and fixes his stare upon me”
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hornedwolf
Posted: Jun 5 2008, 18:15


Lizzard Priest


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Joined: 5-June 08



Montanhas Mashu


A montanhas gémeas, altas como a muralha do céu, fundas como o Mundo Profundo. Estou aqui sozinho, onde para estar é necessário deixar-me para tras. Estou aqui, onde as crianças cantam e os gigantes de um só olho saciaram as suas multiplas pestes do meu cadáver. Nuas, de corpos lustrosos, e fornicando como bodes, as crianças cantam de pele rasgada.

"E nasci eu para morrer? E deitar o corpo? E terá o meu trémulo espirito de voar para um mundo desconhecido-uma terra de sombra funda, impenetrada de olhares humaons, as temiveis regiões dos mortos, onde todas as coisas se esquecem?"

"Assim que partir da terra, o que será de mim? E a minha porção felicidade eterna ou horror; Desperto pela trompeta, do meu tumulo erguer-me-ei, e verei o Juiz coroado de glória, e verei os céus incendiados."*


Tento gritar mas em vez abro a boca muda num gesto obsoleto, e, num gesto divino, levo as mãos aos ouvidos.

Os gigantes entram nas crianças com estranhos gemidos, à porta das Montanhas Gémeas.

Os meus ouvidos observam as palavras contorcidas dos corpos de sombra e fogo:

"A grande trompa do arcanjo ressoará, enquanto duas vezes dez mil trovões rugirão) rasgará os tumulos, escavará o solo, e fará o ganancioso oceano recuar."

"A terra não mais esconderá os seus mortos; Os pecadores erguerão as suas cabeças maculadas, e tremerão ao ver o inferno ululante."

Os meus ouvidos gritaram mil bocas. As crianças e os gigantes transformavam-se em homens-escorpião com asas. Aos portões das Montanhas Gémeas (onde, sangrando, o Sol se derramava moribundo). Cheios de beijos, cheios de fogos. Cheios de ceptros coroados de abismos. As suas linguas são como tuneis. Tuneis. Ecos:

"Nós enquanto as estrelas do céu caiem, e as montanhas nas montanhas se precipitam, imóveis ficaremos no meio de todos, e sorriremos, de ver um mundo ardente."

"A terra, e por conseguinte todos os seus trabalhos, Dissolvem, destruidos por flamas furiosas, enquanto supervisionamos o terrivel evento, e montamos sobre o vazio fogoso."

"Por fé transcendemos agora os céus, e nesse mundo arruinado pousamos o olhar; Pelo amor acima todo o peso elevamos, e partilhamos do trono eterno."


As nossas bocas são tuneis que desembocam em tuneis, e os nossos olhos, e os nossos ouvidos, e o nosso para dentro, e o nosso para fora. Um reino de sombra funda, onde tudo for esquecido, e encontro nesta terra, para lá dos porões das Montanhas Gémeas, os gemidos uivados dos frutos das muitas arvores que, são pérolas, pérolas de prisões inquebraveis, onde vejo os céus a arder, cada um uma alma, e todos os anjos são cegos com mil olhos. Pegam na fome dos homens, no sangue dos homens, introduzem as suas lanças phalicas no espelho e rezam ao Deus que matam.

As pérolas, os diamantes, engolem, como se puxassem o que sou, o que sinto. Tudo o que não posso partir, a aprisionar-me.

Fechar a noite fechada, a ultima porta que se abre fechando, porque é a ultima.

Os anjos com espelhos, arrancam as caras que crescem na luz. A natureza brota das suas feridas. Cantam, com os filhos do homem, todos feitos da mesma doença, monumentos à peste:

"Testemunha o decreto Omnipotente! A vontade de Jeová será realizada! Esperamos ver o final da natureza, escutar o seu ultimo grito; Possa esta terra dissolver-se, e misturar em morto os perversos e os justos, que essas preponderantes esferas descendam, e nos arrastem ao pó."

"Eis que o espirito celestial se ergue, como uma flama, sobre a pira funerária da natureza, triunfa em poderes imortais, e bate as suas asas de fogo!"

"Nada tem os justos a perder por mundos em mundos destruidos; Muito abaixo dos seus pés ele vê, sorridente, o vazio incendiado;"

Um dia, serei cuspido de novo e para fora, das caudas dos guardas do Portão das Montanhas Gémeas, para ser o veneno. Os seus corpos, de glória tamanha, são a morte de todos os homens e de todas as mulheres, e as suas aureolas, tapam o céu e a terra.

O fim do céu é o fim da terra: Fornalha.
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Phallucifer Babalith
Posted: Jun 10 2008, 18:10


Vampyre


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Posts: 306
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Joined: 28-February 08



Já te disse! Larga a Salvia!

:laugh:
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hornedwolf
Posted: Jun 10 2008, 19:05


Lizzard Priest


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Posts: 732
Member No.: 165
Joined: 5-June 08



Ha muitas coisas sobre os montes gémeos.
Mas Phallucifer, aposto que não percebeste que eu estou a falar da tecnologia.
Não deixem que tapem tudo. Não me quero esquecer das pedras do chão nem das estrelas do céu.
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